Oi, pessoal!
Estou de volta.
Hoje li um texto no jornal "A FOLHA", na coluna social e resolvi comentá-lo.
"Numa iniciativa inédita, a UCI sede suas salas de cinema para apresentações
teatrais."
Houve o emprego inadequado da palavra sede. O substantivo sede foi empregado como cede do verbo ceder. Esssas palavras são homônimas.Na verdade o redator queria dizer "Numa iniciativa inédita, a UCI cede suas salas de cinema para apresentações teatrais.""Cede do verbo ceder que significa entregar, dar, e não sede que é a sensação da necessidade de beber, principalmente água.
É isso !
Bem-vindo ao blog da PROFESSORA FÁTIMA PIMENTEL. Este blog tem como objetivo principal mostrar que a nossa língua é viva, que sofre mudanças e acabar com esse conceito de que o Português é difícil, é chato. Incentivar a prática da leitura e a produção textual,abrindo espaço fora da sala de aula para ampliar e aprofundar a aprendizagem.Mas também postarei artigos, comentários, sugestões de leitura e estudo.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Maiô
Sergio Rodrigues
www.todoprosa.com.br
A palavra “maiô” parecia destinada a ter sabor nostálgico para sempre. Nome de um traje feminino de banho inteiriço tornado conservador pela explosão mundial do duas-peças, ou biquíni, o maiô nunca desistiu de tentar rentrées periódicas. Foi necessária, porém, uma mudança de praia – ou piscina – semântica para que invadisse triunfalmente o século 21. Não mais como peça feminina, mas unissex. Não mais estrela em passarelas, mas artigo de alta tecnologia no esporte de competição.
“Maiô” foi resultado da aclimatação em português, em algum momento da primeira metade do século 20, do francês maillot. A palavra dava conta entre nós dos cada vez mais ousados trajes de banho femininos. Em sua língua original, maillot era um vocábulo vetusto, mas com diferentes acepções. Começara sua carreira no século 16 como sinônimo de cueiro ou fralda, pano de enrolar recém-nascido. Só no início do 19 surgiria a acepção de malha de balé, que, na primeira década do século passado, se expandiu para abarcar trajes colantes de banho. Maillot veio, em última análise, do latim macula, ancestral de “malha” e “mancha”.
A adaptação da grafia e o lugar confortável ocupado pela palavra em português nada têm de raros. Inúmeros vocábulos franceses no campo da moda e dos cuidados pessoais tiveram o mesmo destino em diferentes épocas, e hoje mal se pensa neles como galicismos: maquiagem, sutiã, jaqueta, broche, botina, soquete, laquê, lamê, manicure…
Alguém disse biquíni? Não, nesse caso a história é outra. O duas-peças herdou seu nome do Atol de Bikini, no Pacífico, onde em 1946 os EUA deram início a testes nucleares noticiados com estardalhaço, detonando uma bomba debaixo d’água. Naquela época, uma certa novidade indecente – portanto também explosiva – estava fazendo barulho na Riviera Francesa. O biquíni começou como metáfora.
www.todoprosa.com.br
A palavra “maiô” parecia destinada a ter sabor nostálgico para sempre. Nome de um traje feminino de banho inteiriço tornado conservador pela explosão mundial do duas-peças, ou biquíni, o maiô nunca desistiu de tentar rentrées periódicas. Foi necessária, porém, uma mudança de praia – ou piscina – semântica para que invadisse triunfalmente o século 21. Não mais como peça feminina, mas unissex. Não mais estrela em passarelas, mas artigo de alta tecnologia no esporte de competição.
“Maiô” foi resultado da aclimatação em português, em algum momento da primeira metade do século 20, do francês maillot. A palavra dava conta entre nós dos cada vez mais ousados trajes de banho femininos. Em sua língua original, maillot era um vocábulo vetusto, mas com diferentes acepções. Começara sua carreira no século 16 como sinônimo de cueiro ou fralda, pano de enrolar recém-nascido. Só no início do 19 surgiria a acepção de malha de balé, que, na primeira década do século passado, se expandiu para abarcar trajes colantes de banho. Maillot veio, em última análise, do latim macula, ancestral de “malha” e “mancha”.
A adaptação da grafia e o lugar confortável ocupado pela palavra em português nada têm de raros. Inúmeros vocábulos franceses no campo da moda e dos cuidados pessoais tiveram o mesmo destino em diferentes épocas, e hoje mal se pensa neles como galicismos: maquiagem, sutiã, jaqueta, broche, botina, soquete, laquê, lamê, manicure…
Alguém disse biquíni? Não, nesse caso a história é outra. O duas-peças herdou seu nome do Atol de Bikini, no Pacífico, onde em 1946 os EUA deram início a testes nucleares noticiados com estardalhaço, detonando uma bomba debaixo d’água. Naquela época, uma certa novidade indecente – portanto também explosiva – estava fazendo barulho na Riviera Francesa. O biquíni começou como metáfora.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Paródia
A paródia é a recriação de um texto, geralmente célebre, conhecido, uma reescritura de caráter contestador, irônico, zombeteiro, crítico, satírico, humorístico, jocoso.
A paródia constrói, assim, um percurso de desvio em relação ao texto parodiado, numa espécie de insubordinação crítica, cômica. Observem os textos abaixo:
Pai Nosso
Pai Nosso que estais no céu
Santificado seja Vosso nome
Venha a nós o Vosso reino
Seja feita a Vossa vontade
Assim na terra como no céu
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Perdoai as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
Não nos deixei cair em tentação
mas livrai-nos do mal
Amém!
Agora leiam o texto do aluno Thiago José Barros de Carvalho - 7ª Série B
Oração à Natureza
Natureza nossa que estais no mundo!
Santificadas sejam vossas árvores
Venha a nós o vosso ar
Não seja feito o desmatamento
Assim na Amazônia como em outro lugar
O ar limpo de cada dia nos dai hoje.
Perdoai nossa poluição
Assim como nós perdoamos todas as vossas fúrias.
Não nos deixei fazer a destruição.
Fazei com que
Todos os dias sejam lindos
Amém!
A paródia constrói, assim, um percurso de desvio em relação ao texto parodiado, numa espécie de insubordinação crítica, cômica. Observem os textos abaixo:
Pai Nosso
Pai Nosso que estais no céu
Santificado seja Vosso nome
Venha a nós o Vosso reino
Seja feita a Vossa vontade
Assim na terra como no céu
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Perdoai as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
Não nos deixei cair em tentação
mas livrai-nos do mal
Amém!
Agora leiam o texto do aluno Thiago José Barros de Carvalho - 7ª Série B
Oração à Natureza
Natureza nossa que estais no mundo!
Santificadas sejam vossas árvores
Venha a nós o vosso ar
Não seja feito o desmatamento
Assim na Amazônia como em outro lugar
O ar limpo de cada dia nos dai hoje.
Perdoai nossa poluição
Assim como nós perdoamos todas as vossas fúrias.
Não nos deixei fazer a destruição.
Fazei com que
Todos os dias sejam lindos
Amém!
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Preconceito lingüístico
"Queremos brasileiros melhor educados(sic), e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria". Ao fazer essa declaração,criticando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não primar pela norma culta, o ex-presidente Fernando Henrique, comete uma inadequação no trecho "melhor educados". De acordo com as normas gramaticais deveria ser "mais bem educados".Sabemos que na fala coloquial essa inadequação passaria despercebida, mas como estava fazendo uma crítica justamente sobre a educação, o erro tornou-se motivo de discussão. O preconceito lingüístico ainda é desconhecido para muita gente. As pessoas costumam discriminar quem não tem escolaridade e o nosso presidente é uma das vítimas desse preconceito. Quando faz seus discursos, ele prima pela linguagem coloquial e comete "erros gramaticais". No entanto, soube continuar com a abertura econômica iniciada por FHC e o Brasil é elogiado por vários países. É carismático e por falar como o povo , consegue fazer-se entender. Deixa o presidente falar!
domingo, 25 de novembro de 2007
FÉRIAS!!!
Que bom, as férias estão chegando! Todos, alunos e professores, estão ansiosos por esse período de descanso. Vamos aproveitar para falar um pouco dessa palavra que muda o significado quando muda de número. É isso mesmo o substantivo a féria, no singular, significa renda diária; já o substantivo as férias, no plural, significa descanso. Como esses nomes também mudam de significado:
o amor (afeto), os amores (namoro);
a ânsia (aflição), as ânsias (náuseas);
a arte (ofício), as artes (astúcia, travessura);
a letra (símbolo gráfico), as letras ( literatura);
a vontade (desejo), as vontades ( capricho).
Não esqueçam a concordância: As férias serão ótimas.
BOAS FÉRIAS!!!
o amor (afeto), os amores (namoro);
a ânsia (aflição), as ânsias (náuseas);
a arte (ofício), as artes (astúcia, travessura);
a letra (símbolo gráfico), as letras ( literatura);
a vontade (desejo), as vontades ( capricho).
Não esqueçam a concordância: As férias serão ótimas.
BOAS FÉRIAS!!!
domingo, 9 de setembro de 2007
Pecados da língua
Dez erros que comprometem a vida social e as pretensões profissionais de qualquer um.
1 Houveram problemas.
"Houve" problemas. Haver, no sentido de existir, é sempre impessoal.
2 Se ele dispor de tempo.
É erro grave conjugar de forma regular os verbos derivados de ter, vir e pôr. Neste caso, o certo é "dispuser".
3 Espero que ele seje feliz e vieram menas pessoas
Dois erros inadmissíveis. A conjugação "seje" não existe. E "menos" não concorda com o substantivo, pois é advérbio e não adjetivo.
4 Ela ficou meia nervosa.
"Meio"nervosa. Os advérbios não têm concordância de gênero.
5 Segue anexo duas cópias do contrato.
Atenção para a concordância verbal e nominal: "seguem anexas".
6 Esse assunto é entre eu e ela.
Depois de preposição, usa-se o pronome oblíquo tônico "mim" :"entre mim e ela".
7 A professora deu um trabalho para mim fazer.
Antes de verbo, usa-se o pronome pessoal, e não o oblíquo: para "eu" fazer.
8 Fazem dois meses que ele não aparece.
O verbo fazer indicando tempo é impessoal: "faz" dois meses.
9 Vou estar providenciando o seu pagamento.
O chamado "gerundismo" não chega a ser erro gramatical, mas é um vício insuportável. "Vou providenciar" é mais elegante.
10 O problema vai ser resolvido a nível de empresa.
O febrão do "a nível de " parece ter passado, mas ainda há quem utilize essa expressão pavorosa. Na frase em questão, "na" ou "pela" empresa são mais exatos e elegantes.
Veja,12 de setembro de 2007
1 Houveram problemas.
"Houve" problemas. Haver, no sentido de existir, é sempre impessoal.
2 Se ele dispor de tempo.
É erro grave conjugar de forma regular os verbos derivados de ter, vir e pôr. Neste caso, o certo é "dispuser".
3 Espero que ele seje feliz e vieram menas pessoas
Dois erros inadmissíveis. A conjugação "seje" não existe. E "menos" não concorda com o substantivo, pois é advérbio e não adjetivo.
4 Ela ficou meia nervosa.
"Meio"nervosa. Os advérbios não têm concordância de gênero.
5 Segue anexo duas cópias do contrato.
Atenção para a concordância verbal e nominal: "seguem anexas".
6 Esse assunto é entre eu e ela.
Depois de preposição, usa-se o pronome oblíquo tônico "mim" :"entre mim e ela".
7 A professora deu um trabalho para mim fazer.
Antes de verbo, usa-se o pronome pessoal, e não o oblíquo: para "eu" fazer.
8 Fazem dois meses que ele não aparece.
O verbo fazer indicando tempo é impessoal: "faz" dois meses.
9 Vou estar providenciando o seu pagamento.
O chamado "gerundismo" não chega a ser erro gramatical, mas é um vício insuportável. "Vou providenciar" é mais elegante.
10 O problema vai ser resolvido a nível de empresa.
O febrão do "a nível de " parece ter passado, mas ainda há quem utilize essa expressão pavorosa. Na frase em questão, "na" ou "pela" empresa são mais exatos e elegantes.
Veja,12 de setembro de 2007
O acordo ortográfico
A Veja desta semana nos traz a notícia de que a data do acordo ortográfico foi postergada. Esse acordo, que visa unificar a escrita do português nos países que o adotam como língua oficial(Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe), está deixando muita gente ansiosa. Milhões de brasileiros que já dominam a língua estão apreensivos com essa mudança. Será que essa unificação é realmente importante do ponto de vista da política da língua? As diferenças culturais estariam resolvidas? Pelo sim ou pelo não, Portugal não quis adotar a reforma ainda. Só três países, entre eles o Brasil, aceitaram o acordo. Mas como a matriz da língua, Portugal, não ratificou o acordo, é impossível haver unificação ortográfica.Os professores Pasquale Cipro Neto, Cláudio Moreno e Sérgio Nogueira se posicionaram contra a reforma, já que as mudanças no Brasil serão insignificantes e outras inadequadas como a do acento diferencial.
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