A Academia Brasileira de Letras, na próxima quinta-feira, coloca esclarecimentos na web sobre a nova ortografia. As dúvidas são, principalmente, quanto ao emprego do hífen. Outro dia, numa das escolas em que trabalho, um dos professores perguntou-me se o prefixo re- também seria escrito separado por hífen em reescrever, reeducar, reestruturar. Não, pessoal, continuaremos a escrevê-lo exatamente como era antes. O emprego do hífen nos compostos em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal igual, dar-se-á apenas com prefixos como anti, arqui, e micro como em anti-ibérico, anti-inflamatório,arqui-imaculado,
micro-ônibus.
Se a vogal final do prefixo for diferente do segundo elemento, escreve-se sem hífen: autoafirmação, semiárido, supraocular.
Caso o segundo elemento inicie por r ou s, não se emprega o hífen nos compostos, devendo essas consoantes se duplicarem: contrarregra, extrasseco, antessala.
Até a próxima.
Bem-vindo ao blog da PROFESSORA FÁTIMA PIMENTEL. Este blog tem como objetivo principal mostrar que a nossa língua é viva, que sofre mudanças e acabar com esse conceito de que o Português é difícil, é chato. Incentivar a prática da leitura e a produção textual,abrindo espaço fora da sala de aula para ampliar e aprofundar a aprendizagem.Mas também postarei artigos, comentários, sugestões de leitura e estudo.
domingo, 15 de março de 2009
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Nossa língua está sempre em obras.
Vem aí mais uma mudança para a nossa língua que está deixando muita gente preocupada: a reforma ortográfica. Por que tanta preocupação? Nós não percebemos, mas as línguas são metamorfoses ambulantes, mudam de acordo com as necessidades dos usuários. Se você observar direitinho, o português do Brasil recebe influência dos estrangeiros (estrangeirismo), dos brasileiros das diferentes regiões do país (regionalismo), das pessoas do povo (da classe C), afora os neologismos e gírias que são incorporados à língua. Por uma questão de uniformidade houve algumas alterações na ortografia do português brasileiro como também na do lusitano. O brasileiro se adapta rapidamente às mudanças, e esta será apenas mais uma.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Quanto tempo!
Oi, pessoal!
Estou de volta.
Hoje li um texto no jornal "A FOLHA", na coluna social e resolvi comentá-lo.
"Numa iniciativa inédita, a UCI sede suas salas de cinema para apresentações
teatrais."
Houve o emprego inadequado da palavra sede. O substantivo sede foi empregado como cede do verbo ceder. Esssas palavras são homônimas.Na verdade o redator queria dizer "Numa iniciativa inédita, a UCI cede suas salas de cinema para apresentações teatrais.""Cede do verbo ceder que significa entregar, dar, e não sede que é a sensação da necessidade de beber, principalmente água.
É isso !
Estou de volta.
Hoje li um texto no jornal "A FOLHA", na coluna social e resolvi comentá-lo.
"Numa iniciativa inédita, a UCI sede suas salas de cinema para apresentações
teatrais."
Houve o emprego inadequado da palavra sede. O substantivo sede foi empregado como cede do verbo ceder. Esssas palavras são homônimas.Na verdade o redator queria dizer "Numa iniciativa inédita, a UCI cede suas salas de cinema para apresentações teatrais.""Cede do verbo ceder que significa entregar, dar, e não sede que é a sensação da necessidade de beber, principalmente água.
É isso !
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Maiô
Sergio Rodrigues
www.todoprosa.com.br
A palavra “maiô” parecia destinada a ter sabor nostálgico para sempre. Nome de um traje feminino de banho inteiriço tornado conservador pela explosão mundial do duas-peças, ou biquíni, o maiô nunca desistiu de tentar rentrées periódicas. Foi necessária, porém, uma mudança de praia – ou piscina – semântica para que invadisse triunfalmente o século 21. Não mais como peça feminina, mas unissex. Não mais estrela em passarelas, mas artigo de alta tecnologia no esporte de competição.
“Maiô” foi resultado da aclimatação em português, em algum momento da primeira metade do século 20, do francês maillot. A palavra dava conta entre nós dos cada vez mais ousados trajes de banho femininos. Em sua língua original, maillot era um vocábulo vetusto, mas com diferentes acepções. Começara sua carreira no século 16 como sinônimo de cueiro ou fralda, pano de enrolar recém-nascido. Só no início do 19 surgiria a acepção de malha de balé, que, na primeira década do século passado, se expandiu para abarcar trajes colantes de banho. Maillot veio, em última análise, do latim macula, ancestral de “malha” e “mancha”.
A adaptação da grafia e o lugar confortável ocupado pela palavra em português nada têm de raros. Inúmeros vocábulos franceses no campo da moda e dos cuidados pessoais tiveram o mesmo destino em diferentes épocas, e hoje mal se pensa neles como galicismos: maquiagem, sutiã, jaqueta, broche, botina, soquete, laquê, lamê, manicure…
Alguém disse biquíni? Não, nesse caso a história é outra. O duas-peças herdou seu nome do Atol de Bikini, no Pacífico, onde em 1946 os EUA deram início a testes nucleares noticiados com estardalhaço, detonando uma bomba debaixo d’água. Naquela época, uma certa novidade indecente – portanto também explosiva – estava fazendo barulho na Riviera Francesa. O biquíni começou como metáfora.
www.todoprosa.com.br
A palavra “maiô” parecia destinada a ter sabor nostálgico para sempre. Nome de um traje feminino de banho inteiriço tornado conservador pela explosão mundial do duas-peças, ou biquíni, o maiô nunca desistiu de tentar rentrées periódicas. Foi necessária, porém, uma mudança de praia – ou piscina – semântica para que invadisse triunfalmente o século 21. Não mais como peça feminina, mas unissex. Não mais estrela em passarelas, mas artigo de alta tecnologia no esporte de competição.
“Maiô” foi resultado da aclimatação em português, em algum momento da primeira metade do século 20, do francês maillot. A palavra dava conta entre nós dos cada vez mais ousados trajes de banho femininos. Em sua língua original, maillot era um vocábulo vetusto, mas com diferentes acepções. Começara sua carreira no século 16 como sinônimo de cueiro ou fralda, pano de enrolar recém-nascido. Só no início do 19 surgiria a acepção de malha de balé, que, na primeira década do século passado, se expandiu para abarcar trajes colantes de banho. Maillot veio, em última análise, do latim macula, ancestral de “malha” e “mancha”.
A adaptação da grafia e o lugar confortável ocupado pela palavra em português nada têm de raros. Inúmeros vocábulos franceses no campo da moda e dos cuidados pessoais tiveram o mesmo destino em diferentes épocas, e hoje mal se pensa neles como galicismos: maquiagem, sutiã, jaqueta, broche, botina, soquete, laquê, lamê, manicure…
Alguém disse biquíni? Não, nesse caso a história é outra. O duas-peças herdou seu nome do Atol de Bikini, no Pacífico, onde em 1946 os EUA deram início a testes nucleares noticiados com estardalhaço, detonando uma bomba debaixo d’água. Naquela época, uma certa novidade indecente – portanto também explosiva – estava fazendo barulho na Riviera Francesa. O biquíni começou como metáfora.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Paródia
A paródia é a recriação de um texto, geralmente célebre, conhecido, uma reescritura de caráter contestador, irônico, zombeteiro, crítico, satírico, humorístico, jocoso.
A paródia constrói, assim, um percurso de desvio em relação ao texto parodiado, numa espécie de insubordinação crítica, cômica. Observem os textos abaixo:
Pai Nosso
Pai Nosso que estais no céu
Santificado seja Vosso nome
Venha a nós o Vosso reino
Seja feita a Vossa vontade
Assim na terra como no céu
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Perdoai as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
Não nos deixei cair em tentação
mas livrai-nos do mal
Amém!
Agora leiam o texto do aluno Thiago José Barros de Carvalho - 7ª Série B
Oração à Natureza
Natureza nossa que estais no mundo!
Santificadas sejam vossas árvores
Venha a nós o vosso ar
Não seja feito o desmatamento
Assim na Amazônia como em outro lugar
O ar limpo de cada dia nos dai hoje.
Perdoai nossa poluição
Assim como nós perdoamos todas as vossas fúrias.
Não nos deixei fazer a destruição.
Fazei com que
Todos os dias sejam lindos
Amém!
A paródia constrói, assim, um percurso de desvio em relação ao texto parodiado, numa espécie de insubordinação crítica, cômica. Observem os textos abaixo:
Pai Nosso
Pai Nosso que estais no céu
Santificado seja Vosso nome
Venha a nós o Vosso reino
Seja feita a Vossa vontade
Assim na terra como no céu
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Perdoai as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
Não nos deixei cair em tentação
mas livrai-nos do mal
Amém!
Agora leiam o texto do aluno Thiago José Barros de Carvalho - 7ª Série B
Oração à Natureza
Natureza nossa que estais no mundo!
Santificadas sejam vossas árvores
Venha a nós o vosso ar
Não seja feito o desmatamento
Assim na Amazônia como em outro lugar
O ar limpo de cada dia nos dai hoje.
Perdoai nossa poluição
Assim como nós perdoamos todas as vossas fúrias.
Não nos deixei fazer a destruição.
Fazei com que
Todos os dias sejam lindos
Amém!
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Preconceito lingüístico
"Queremos brasileiros melhor educados(sic), e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria". Ao fazer essa declaração,criticando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não primar pela norma culta, o ex-presidente Fernando Henrique, comete uma inadequação no trecho "melhor educados". De acordo com as normas gramaticais deveria ser "mais bem educados".Sabemos que na fala coloquial essa inadequação passaria despercebida, mas como estava fazendo uma crítica justamente sobre a educação, o erro tornou-se motivo de discussão. O preconceito lingüístico ainda é desconhecido para muita gente. As pessoas costumam discriminar quem não tem escolaridade e o nosso presidente é uma das vítimas desse preconceito. Quando faz seus discursos, ele prima pela linguagem coloquial e comete "erros gramaticais". No entanto, soube continuar com a abertura econômica iniciada por FHC e o Brasil é elogiado por vários países. É carismático e por falar como o povo , consegue fazer-se entender. Deixa o presidente falar!
domingo, 25 de novembro de 2007
FÉRIAS!!!
Que bom, as férias estão chegando! Todos, alunos e professores, estão ansiosos por esse período de descanso. Vamos aproveitar para falar um pouco dessa palavra que muda o significado quando muda de número. É isso mesmo o substantivo a féria, no singular, significa renda diária; já o substantivo as férias, no plural, significa descanso. Como esses nomes também mudam de significado:
o amor (afeto), os amores (namoro);
a ânsia (aflição), as ânsias (náuseas);
a arte (ofício), as artes (astúcia, travessura);
a letra (símbolo gráfico), as letras ( literatura);
a vontade (desejo), as vontades ( capricho).
Não esqueçam a concordância: As férias serão ótimas.
BOAS FÉRIAS!!!
o amor (afeto), os amores (namoro);
a ânsia (aflição), as ânsias (náuseas);
a arte (ofício), as artes (astúcia, travessura);
a letra (símbolo gráfico), as letras ( literatura);
a vontade (desejo), as vontades ( capricho).
Não esqueçam a concordância: As férias serão ótimas.
BOAS FÉRIAS!!!
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